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segunda-feira, 12 de maio de 2008

O "Lado Negro" da Energia Verde

Há muito que sabemos aproveitar a energia do vento, da água, sol ou na Terra. No entanto, enquanto o petróleo foi rei, não nos preocupamos em desenvolver essas tecnologias. Em meados da década de 1990, quando o preço do ouro negro disparou e as previsões indicaram que em 2050 as reservas mundiais podem esgotar-se, virámos-nos para as energias renováveis que, além disso, podiam salvar-nos do aquecimento global por serem "limpas" de emissões poluentes. Aos poucos, porém, apercebemos-nos que, afinal, apesar de renováveis, nenhuma das fontes é verdadeiramente "limpa". "Verde" será apenas a tecnologia que utilizam , pouco desenvolvida e incapaz de satisfazer um Mundo cada vez mais sedento. Assim, apesar da aposta em eólica e solar, em 2004, estas forneciam apenas 0,1% da electricidade consumida no Mundo, valor que os especialistas acreditam sofra grandes alterações a médio prazo. Á baixa produtividade dos painéis solares e torres eólicas junta-se a instabilidade da fonte: nem sempre há vento e sol a brilhar. Além disso, se torres e paineis não geram emissões, por trás de uma torre eólica há sempre uma fábrica de cimento e de aço, que estão entre as indústrias mais poluentes no Mundo. E um painel solar só funciona se tiver silício, produzido à custa de elevadas emissões. A máscara "verde" dos biocombustíveis também cai. Hoje só conseguimos produzi-los a partir de cereais ou tubérculos, essenciais para matar a fome à Humanidade. A corrida aos biocombustíveis já fez disparar o preço dos alimentos, mas a Agência Internacional de Energia já avisou que eles só substituirão 5% de petróleo. Eles são um bom exemplo do atraso tecnológico das renováveis. Sabe-se que no futuro terão de ser produzidos a partir de micro algas ou biomassa (produtos não alimentares). Mas, no actual estado da investigação, tal não acontecerá antes de 2015.

Por: Anabela Pereira Fernandes
Em: Super Interessante