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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Podem os biocombustíveis salvar a Europa, ou o planeta?

Quando tudo o mais fracassa, concorde quanto aos biocombustíveis. Esta tem sido a ideia da política energética da União Europeia, comreceio de desacordos entre firmas super-poderosas, regateios quanto ao comércio do carbono e preocupações no que se refere à dependência do gás russo. Mas um relatório a publicar da própria agência de ambiente da União Europeia argumenta que os amados biocombustíveis — etanol, biodiesel da colza e afins — tem grandes defeitos.

Na semana passada os ministros da Energia da UE endossaram uma proposta da Comissão Europeia no sentido de que os biocombustíveis deveriam atingir obrigatoriamente 10% do consumo de combustível da UE em 2020; o actual objectivo voluntário é de 5,75% em 2012. Os chefes de governo europeus provavelmente apoiarão este acordo.

Apesar deste aparente entusiasmo, a maior parte dos membros da UE lutará para cumprir até mesmo o objectivo existente mas apenas a Suécia e a Alemanha cumpriram o objectivo antecipado de 2% de combustíveis renováveis em 2005. O principal problema é que os biocombustíveis são caros. O gasóleo feito de colza custa aproximadamente €0,3 a mais por litro do que o gasóleo comum, apesar de beneficiar de vários subsídios agrícolas.

A partir do próximo ano, a Grã-Bretanha, multará as firmas em 15p por litro se elas não cumprirem o nível exigido, porém na generalidade, as empresas sujeitas a uma política semelhante, muitas vezes consideram que é mais barato pagar a multa do que incomodar-se com altos custos com os biocombustiveis.

Pior ainda: os biocombustíveis podem gerar tanta poluição quanto os combustíveis fósseis que estão a substituir, conforme a maneira como são fabricados. Por exemplo se for usada electricidade do carvão para converter trigo em etanol os benefícios em termos de emissões de dióxido de carbono são deprezíveis. Da mesma maneira, se a colza for cultivada utilizando muito fertilizante fabricado com gás natural, então o biodiesel resultante traz relativamente pouca redução nas emissões ou nas importações de combustíveis. Mas os misturadores e os consumidores não têm meios para distinguir o biocombustível bom do mau. Os biocombustíveis de países pobres mas ensolarados, onde as plantações rendem muita energia e os custos são mais baixos, tendem a ser mais baratos e ambientalmente mais amistosos.

De qualquer forma, práticas agrícolas destrutivas nos países exportadores por vezes causam mais danos ao ambiente do que a queima de petróleo ou gás.

Ao invés de tentar transformar colheitas em combustíveis para transportes, a Europa faria melhor em queimá-las para produzir energia eléctrica, diz Peder Jense, da Agência Ambiental Europeia. Isto pouparia a energia utilizada no processo de conversão. Também geraria mais energia, uma vez que as centrais eléctricas são mais eficientes do que os motores de carros. Em 26 de Fevereiro a agência produzirá um relatório em que enfatiza tais argumentos. Mas não há garantia de que os líderes europeus irão lê-lo antes da sua cimeira.

07/Abril/2007
by:The Punisher e Grigor
in: http://www.tecnet.pt/

Empresa de Chaves produz biodiesel a partir da reciclagem de óleos alimentares

Três empresários abriram, em Chaves, a primeira empresa em Trás-os-Montes e Alto Douro de transformação e utilização de óleos alimentares usados como combustível.

Rui Cardoso referiu que o objectivo da "Supermatéria" é converter os óleos usados nas frituras domésticas ou industriais (em hotéis ou restaurantes) em biodiesel, substituto do gasóleo, mais barato e amigo do ambiente.

O empresário referiu que há cerca de um mês que estão a recolher, com o apoio de Hernâni Teixeira e Francisco Amaro os óleos usados pelos restaurantes e hotéis da região, através de uma empresa contratada para o efeito.

Está ainda a ser estudado, conjuntamente com a autarquia, uma solução para a recolha dos óleos domésticos, podendo mesmo virem a ser colocados na cidade os denominados "oleões" para depósito destes produtos.

Para além dos benefícios a nível ambiental, o empresário diz que este combustível alternativo apresenta ainda vantagens económicas, já que um litro de biodiesel é mais barato do que o litro de gasóleo tradicional.

O empresário disse ainda que os resíduos que chegam, conjuntamente com os óleos alimentares, são recolhidos e aproveitados para produção de sebos e gorduras para farinhas.
Também as águas pluviais são aproveitadas para a limpeza de instalações e equipamentos.


Normalmente, o destino dos óleos usados é os aterros comunitários (através do lixo), as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e os rios ou o mar (quando são deitados fora através dos esgotos).


O biodiesel permite reduzir, segundo o emprsário, em 75 por cento a emissão de dióxido de carbono, em 50 por cento a emissão de monóxido de carbono e em 100 por cento a emissão de enxofre.



© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
by:The Punisher

Primeiro posto de biocombustível em Sintra

O primeiro posto de abastecimento de biodiesel em Portugal abre hoje em Sintra e visa promover a recolha de óleos alimentares usados para produzir este combustível que será usado na frota municipal.

A Quercus adianta num comunicado que a produção do biodiesel tem várias vantagens: permite dar um destino aos óleos alimentares usados - que deixam assim de poluir a água e causar problemas nos sistemas de saneamento -, reduz a dependência dos combustíveis fósseis, como o gasóleo, e diminui a poluição atmosférica e a emissão de gases que provocam o efeito de estufa.

A Quercus salienta que esta medida é fundamental para que Portugal cumpra as metas comunitárias que obrigam os Estados-membros a um consumo mínimo de dois por cento de biocombustíveis em relação ao consumo total de gasolina e gasóleo em 2005 e a um consumo mínimo de 5,75 por cento em 2010.

Portugal ainda não transpôs a directiva comunitária sobre biocombustíveis, tendo já recebido um pedido de esclarecimentos por parte da Comissão Europeia.

Agência LUSA2005-09-30 00:15:02
by:The Punisher

Escola do Seixal transforma óleo alimentar em combustivel

Uma escola secundária do Seixal desenvolve desde 2003 um projecto pioneiro em todo o país: transformar óleo alimentar em biodiesel, ou seja, em combustível para os automóveis. Um projecto revolucionário no nosso pais, há já muito utilizado em diversos países da Europa, que promete ser um verdadeiro êxito.

O biodiesel é seguro, não é tóxico, é biodegradável e livre de emissões de dióxido de carbono. Tem todas as vantagens sobre o gasóleo normal. E está provado que com uma percentagem de 20 por cento de biodiesel e 80 por cento de gasóleo é perfeitamente possível fazer um carro andar.

Em Portugal, são todos os anos consumidas 125 mil toneladas de óleos alimentares que, se esta ideia pegar, podem agora deixar de ser despejados nos esgotos e reaproveitados para o fabrico de combustível.

in:TVI 20/04/08
by:The Punisher