O sucesso do combate à fome nos últimos 15 anos, principalmente entre crianças, pode estar a ser comprometido pela subida do preço dos alimentos, para que contribuem factores com os subsídios atribuídos à produção de biocombustível. O alerta é dado pelos editoriais dos jornais britânicos "Financial Times" e "The Guardian", que comentam a duplicação e até triplicação dos preço de bens essenciais como o trigo, a soja e o milho e o apelo do Programa Alimentar Mundial da ONU e lembram que os resultados são a pobreza para milhões de pessoas e o aumento da desnutrição.
Fonte: www.cienciahoje.pt
segunda-feira, 26 de maio de 2008
"Biocombustiveis não matam a fome!!"
Publicada por Bclean_Ap à(s) 12:54 0 comentários
segunda-feira, 12 de maio de 2008
O "Lado Negro" da Energia Verde
Há muito que sabemos aproveitar a energia do vento, da água, sol ou na Terra. No entanto, enquanto o petróleo foi rei, não nos preocupamos em desenvolver essas tecnologias. Em meados da década de 1990, quando o preço do ouro negro disparou e as previsões indicaram que em 2050 as reservas mundiais podem esgotar-se, virámos-nos para as energias renováveis que, além disso, podiam salvar-nos do aquecimento global por serem "limpas" de emissões poluentes. Aos poucos, porém, apercebemos-nos que, afinal, apesar de renováveis, nenhuma das fontes é verdadeiramente "limpa". "Verde" será apenas a tecnologia que utilizam , pouco desenvolvida e incapaz de satisfazer um Mundo cada vez mais sedento. Assim, apesar da aposta em eólica e solar, em 2004, estas forneciam apenas 0,1% da electricidade consumida no Mundo, valor que os especialistas acreditam sofra grandes alterações a médio prazo. Á baixa produtividade dos painéis solares e torres eólicas junta-se a instabilidade da fonte: nem sempre há vento e sol a brilhar. Além disso, se torres e paineis não geram emissões, por trás de uma torre eólica há sempre uma fábrica de cimento e de aço, que estão entre as indústrias mais poluentes no Mundo. E um painel solar só funciona se tiver silício, produzido à custa de elevadas emissões. A máscara "verde" dos biocombustíveis também cai. Hoje só conseguimos produzi-los a partir de cereais ou tubérculos, essenciais para matar a fome à Humanidade. A corrida aos biocombustíveis já fez disparar o preço dos alimentos, mas a Agência Internacional de Energia já avisou que eles só substituirão 5% de petróleo. Eles são um bom exemplo do atraso tecnológico das renováveis. Sabe-se que no futuro terão de ser produzidos a partir de micro algas ou biomassa (produtos não alimentares). Mas, no actual estado da investigação, tal não acontecerá antes de 2015.
Por: Anabela Pereira Fernandes
Em: Super Interessante
Publicada por Bclean_Ap à(s) 12:45 0 comentários
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Podem os biocombustíveis salvar a Europa, ou o planeta?
Quando tudo o mais fracassa, concorde quanto aos biocombustíveis. Esta tem sido a ideia da política energética da União Europeia, comreceio de desacordos entre firmas super-poderosas, regateios quanto ao comércio do carbono e preocupações no que se refere à dependência do gás russo. Mas um relatório a publicar da própria agência de ambiente da União Europeia argumenta que os amados biocombustíveis — etanol, biodiesel da colza e afins — tem grandes defeitos.
Na semana passada os ministros da Energia da UE endossaram uma proposta da Comissão Europeia no sentido de que os biocombustíveis deveriam atingir obrigatoriamente 10% do consumo de combustível da UE em 2020; o actual objectivo voluntário é de 5,75% em 2012. Os chefes de governo europeus provavelmente apoiarão este acordo.
Apesar deste aparente entusiasmo, a maior parte dos membros da UE lutará para cumprir até mesmo o objectivo existente mas apenas a Suécia e a Alemanha cumpriram o objectivo antecipado de 2% de combustíveis renováveis em 2005. O principal problema é que os biocombustíveis são caros. O gasóleo feito de colza custa aproximadamente €0,3 a mais por litro do que o gasóleo comum, apesar de beneficiar de vários subsídios agrícolas.
A partir do próximo ano, a Grã-Bretanha, multará as firmas em 15p por litro se elas não cumprirem o nível exigido, porém na generalidade, as empresas sujeitas a uma política semelhante, muitas vezes consideram que é mais barato pagar a multa do que incomodar-se com altos custos com os biocombustiveis.
Pior ainda: os biocombustíveis podem gerar tanta poluição quanto os combustíveis fósseis que estão a substituir, conforme a maneira como são fabricados. Por exemplo se for usada electricidade do carvão para converter trigo em etanol os benefícios em termos de emissões de dióxido de carbono são deprezíveis. Da mesma maneira, se a colza for cultivada utilizando muito fertilizante fabricado com gás natural, então o biodiesel resultante traz relativamente pouca redução nas emissões ou nas importações de combustíveis. Mas os misturadores e os consumidores não têm meios para distinguir o biocombustível bom do mau. Os biocombustíveis de países pobres mas ensolarados, onde as plantações rendem muita energia e os custos são mais baixos, tendem a ser mais baratos e ambientalmente mais amistosos.
De qualquer forma, práticas agrícolas destrutivas nos países exportadores por vezes causam mais danos ao ambiente do que a queima de petróleo ou gás.
Ao invés de tentar transformar colheitas em combustíveis para transportes, a Europa faria melhor em queimá-las para produzir energia eléctrica, diz Peder Jense, da Agência Ambiental Europeia. Isto pouparia a energia utilizada no processo de conversão. Também geraria mais energia, uma vez que as centrais eléctricas são mais eficientes do que os motores de carros. Em 26 de Fevereiro a agência produzirá um relatório em que enfatiza tais argumentos. Mas não há garantia de que os líderes europeus irão lê-lo antes da sua cimeira.
07/Abril/2007
by:The Punisher e Grigor
in: http://www.tecnet.pt/
Publicada por Bclean_Ap à(s) 16:19 0 comentários
Empresa de Chaves produz biodiesel a partir da reciclagem de óleos alimentares
Três empresários abriram, em Chaves, a primeira empresa em Trás-os-Montes e Alto Douro de transformação e utilização de óleos alimentares usados como combustível.
Rui Cardoso referiu que o objectivo da "Supermatéria" é converter os óleos usados nas frituras domésticas ou industriais (em hotéis ou restaurantes) em biodiesel, substituto do gasóleo, mais barato e amigo do ambiente.
O empresário referiu que há cerca de um mês que estão a recolher, com o apoio de Hernâni Teixeira e Francisco Amaro os óleos usados pelos restaurantes e hotéis da região, através de uma empresa contratada para o efeito.
Está ainda a ser estudado, conjuntamente com a autarquia, uma solução para a recolha dos óleos domésticos, podendo mesmo virem a ser colocados na cidade os denominados "oleões" para depósito destes produtos.
Para além dos benefícios a nível ambiental, o empresário diz que este combustível alternativo apresenta ainda vantagens económicas, já que um litro de biodiesel é mais barato do que o litro de gasóleo tradicional.
O empresário disse ainda que os resíduos que chegam, conjuntamente com os óleos alimentares, são recolhidos e aproveitados para produção de sebos e gorduras para farinhas.
Também as águas pluviais são aproveitadas para a limpeza de instalações e equipamentos.
Normalmente, o destino dos óleos usados é os aterros comunitários (através do lixo), as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e os rios ou o mar (quando são deitados fora através dos esgotos).
O biodiesel permite reduzir, segundo o emprsário, em 75 por cento a emissão de dióxido de carbono, em 50 por cento a emissão de monóxido de carbono e em 100 por cento a emissão de enxofre.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
by:The Punisher
Publicada por Bclean_Ap à(s) 16:18 0 comentários
Primeiro posto de biocombustível em Sintra
O primeiro posto de abastecimento de biodiesel em Portugal abre hoje em Sintra e visa promover a recolha de óleos alimentares usados para produzir este combustível que será usado na frota municipal.
A Quercus adianta num comunicado que a produção do biodiesel tem várias vantagens: permite dar um destino aos óleos alimentares usados - que deixam assim de poluir a água e causar problemas nos sistemas de saneamento -, reduz a dependência dos combustíveis fósseis, como o gasóleo, e diminui a poluição atmosférica e a emissão de gases que provocam o efeito de estufa.
A Quercus salienta que esta medida é fundamental para que Portugal cumpra as metas comunitárias que obrigam os Estados-membros a um consumo mínimo de dois por cento de biocombustíveis em relação ao consumo total de gasolina e gasóleo em 2005 e a um consumo mínimo de 5,75 por cento em 2010.
Portugal ainda não transpôs a directiva comunitária sobre biocombustíveis, tendo já recebido um pedido de esclarecimentos por parte da Comissão Europeia.
Agência LUSA2005-09-30 00:15:02
by:The Punisher
Publicada por Bclean_Ap à(s) 16:18 0 comentários
Escola do Seixal transforma óleo alimentar em combustivel
Uma escola secundária do Seixal desenvolve desde 2003 um projecto pioneiro em todo o país: transformar óleo alimentar em biodiesel, ou seja, em combustível para os automóveis. Um projecto revolucionário no nosso pais, há já muito utilizado em diversos países da Europa, que promete ser um verdadeiro êxito.
O biodiesel é seguro, não é tóxico, é biodegradável e livre de emissões de dióxido de carbono. Tem todas as vantagens sobre o gasóleo normal. E está provado que com uma percentagem de 20 por cento de biodiesel e 80 por cento de gasóleo é perfeitamente possível fazer um carro andar.
Em Portugal, são todos os anos consumidas 125 mil toneladas de óleos alimentares que, se esta ideia pegar, podem agora deixar de ser despejados nos esgotos e reaproveitados para o fabrico de combustível.
in:TVI 20/04/08
by:The Punisher
Publicada por Bclean_Ap à(s) 16:16 0 comentários
quinta-feira, 10 de abril de 2008

CAMPANHA – RECOLHA DE ÓLEOS ALIMENTARES USADOS
O que fazer com os óleos usados?
Mesmo que façamos poucos fritos em nossa casa, vezes há em que não resistimos à batatinha
frita, à petinga frita ou mesmo às rabanadas. E o que fazemos ao óleo da fritura? O usual é
deitá-lo na pia.
UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA CERCA DE UM MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA, ISTO É, O EQUIVALENTE
À QUANTIDADE DE ÁGUA QUE UMA PESSOA CONSOME DURANTE 14 ANOS!!!
Que fazer então?
1º O óleo usado deve ser colocado em garrafa com tampa (pode ser na do próprio óleo que
entretanto guardámos, ou numa garrafa de refrigerante/água) que deve ser bem fechada.
2º Depois de fechada:
- a garrafa é colocada no lixo normal, isto é, no lixo orgânico
ou
-depois de fechada, a garrafa é levada a um centro de recolha de óleo usado que
os encaminhará, por exemplo, para valorização energética através da sua conversão em
biodiesel.
O contacto de um óleo usado sobre o solo destrói a flora de uma tal forma que ela só se
recompõe totalmente passados 15 anos.
O despejo de 5 litros de óleo usado sobre a água origina a formação de uma película oleosa
com um diâmetro de 5 quilómetros.
Os despejos nos esgotos dificultam o funcionamento do sistema de depuração das estações
de tratamento de água .
Hoje temos uma proposta a fazer-te :
TRÁZ PARA A ESCOLA, o óleo alimentar usado numa garrafa ou garrafão bem fechado.
Entrega o garrafão ao funcionário junto ao portão de entrada a fim de ser colocado no oleão.
Uma empresa especializada no seu tratamento fará, na Escola, a respectiva recolha e
posteriormente a sua conversão em biodiesel.
O Ambiente vai agradecer-te. Preservar o nosso planeta é mais
simples do que imaginas.
Publicada por Bclean_Ap à(s) 15:54 1 comentários